Termômetro e medidor de pressão com mercúrio estão proibidos em 2019

Sabe aquele tradicional termômetro de mercúrio? E os esfigmomanômetros, que verificam a pressão arterial e também usam mercúrio? Pois então, a partir desta terça-feira, 1º de janeiro, a fabricação, importação e venda dos produtos estão proibidas no Brasil.

A decisão tinha sido tomada em março de 2017, quando foi publicada no Diário Oficial da União, e passa a valer agora em 2019.

Os serviços de saúde estão proibidos de os usarem e devem fazer o descarte adequado. Se você tem um desses em casa, não precisa se preocupar. A única recomendação é ter cuidado com o armazenamento e a manipulação para que não ocorra a quebra do vidro. Há ainda algumas instruções para o descarte, conforme aponta a Agência Brasil:

– Isolar o local e não permitir que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio;
– Abrir as janelas para arejar o ambiente;
– Recolher com cuidado os restos de vidro em toalha de papel ou luvas e colocar em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento;
– Localizar as “bolinhas” de mercúrio e juntá-las com cuidado, utilizando um papel cartão ou similar, evitando contato da pele com o mercúrio. Recolher as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva;
– Transferir o mercúrio recolhido para um recipiente de plástico duro e resistente ou vidro, colocar água até cobrir completamente o mercúrio a fim de minimizar a formação de vapores de mercúrio, e fechar o recipiente;
– Identificar/rotular o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”;
– Não usar aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador.

Os materiais utilizados durante o procedimento, como luvas e seringas, também deverão ser colocados em embalagens rotuladas e não devem ser descartados em lixo comum.

A determinação, aprovada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata. O documento foi assinado em 2013 pelo Brasil e por mais 140 países.

A proibição não vale para produtos de pesquisa e de calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.

[Agência Brasil]

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