Twitter pensa em redesign parecido com o Facebook para a plataforma

O Twitter irá lançar atualizações beta, incluindo balões de fala no estilo de conversa e respostas com indentação/codificadas por cor dependendo se você seguir outro usuário nas próximas semanas, informou o Verge na quarta-feira (9). Outros recursos sendo levados em consideração, mas que não estarão disponíveis na próxima versão beta, incluem ícones de disponibilidade de status coloridos em verde que podem indicar se um usuário está online.

Capturas de tela publicadas pela diretora de gerenciamento de produtos do Twitter, Sara Haider, ilustram como serão essas mudanças. Praticamente qualquer um que já tenha passado pelo Twitter — algo que, como um usuário de longa data da plataforma, eu não recomendo — estará familiarizado com a aparência: parece muito com o Facebook. Só que, você sabe, com hordas muito maiores de neonazistas, trolls e supremacistas brancos que continuam a inundar a rede.

Possível redesign do Twitter. Captura de tela: Sara Haider/Twitter

Uma vez que você vê, é difícil de ignorar. Isso se parece bastante com o Facebook, exceto que, no Facebook, você normalmente só precisa aturar alguém usando o nome Reich_Daddy_420 se ele for o primo de segundo grau da sua tia-avó ou se você se aventurar em suas solicitações de mensagens privadas ou algo assim.

A intenção dessas mudanças, obviamente, parece ser aumentar o engajamento dos usuários. Isso é algo que seria necessário para que o Twitter mantivesse sua tendência no quarto trimestre de 2018 de enfim obter lucro, apesar de aparentemente chegar a um limite no crescimento de usuários nos EUA. Outros recursos em desenvolvimento, como os tuítes “para quebrar o gelo”, escreveu o Verge, também têm aparentemente a intenção de incentivar mais conversas no site:

Outro recurso que pode surgir no futuro são os tuítes “para quebrar o gelo”, que devem ajudar a iniciar uma conversa sobre um tópico específico. Os usuários seriam capazes de publicar seus próprios tuítes para quebrar o gelo para que outros respondam. Um recurso adicional permitiria que as pessoas colocassem tags em seus tuítes que explicassem a que se referiam, como um programa de TV.

Embora Haider tenha escrito em seu tuíte que as mudanças tinham a intenção de “tornar o Twitter mais conversador”, elas também levam o site para longe de sua concepção original como um fluxo estritamente linear de posts — algo parecido com a decisão muito mal alinhada de colocar tuítes organizados com curadoria algorítmica em feeds. E criar conversas pode ser algo bom, exceto se as pessoas que estiverem tendo a conversa forem você e os outros forem as hordas de Reich_Daddies citadas acima.

Uma reportagem do BuzzFeed News na quarta-feira enfatizou que a infame e covarde “infraestrutura de denúncias de abuso do Twitter segue opaca e às vezes confusa”, e informações sobre o site não conseguir tomar medidas até mesmo nas questões mais simples de assédio seguem aumentando. Como o BuzzFeed apontou, um editor da revista judaica americana Tablet, Yair Rosenberg, recentemente denunciou um usuário que tinha como descrição de perfil a seguinte frase: “Conta para o meu filho Yair Jr, controlada por @yair_rosenberg”. Rosenberg denunciou um tuíte da conta com suásticas colocadas sobre uma foto de um bebê no que parecia ser uma violação de políticas sobre comportamento abusivo e falsificação, recebendo uma resposta imediata que dizia: “Nós revisamos seu relato cuidadosamente e descobrimos que não houve violação das regras do Twitter contra comportamento abusivo”.

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